sábado, 16 de abril de 2011

Vila Real

"Como diz? Entrar direto na historia? Sim, entro. Mas não esqueça: eu já pedi um minutozito do seu tempo, É que uma vida demora......" Mia Couto

Vila Real do Brejo de Areia p/ Vera Amaral- 16/04/11

Final de semana aqui no Brejo de altitude da Parahyba. Bananeiras e Vila Real do Brejo de Areia. Prá verem como estamos sabidas. Eu e Vera. Ela me dando aulas de organizar blogue,  fazendo tricô e nosso amigo amigo das flores dando aulas de plantas, flores, DNA e fitogenética. E sobre "Brejos de altitude". Muuuiiiita cultura.

 Meu irmào me alerta por imeio que quando falei do nosso DNA esqueci uma das filhas de Pai Pedro. Justo a mais querida, me disse. Imperdoável. Tia Maria Paca. A mais discreta depois de Tina - nossa mãe. Tia Maria gostava de uma cachacinha. Mandava a gente ir na bodega comprar. Já velhinha ( não teve terceira idade. Teve uma velhice decentissima) era ludibriada por Terezinha-minha-prima que cuidou dela até a morte com o maior carinho. Terezinha dava Soda Limonada dizendo e convencendo minha tia de que era cachaça.

Boa parte dos Pacas, mulheres inclusive,  gostavam da cachaçamiga. Tio Miguel chegou a ter problemas com ela. Terminou os dias no AA. Logo ele que foi meu primeiro contato com a malandragem na vida. Cabaré , cachaça e carnaval. Preocupava-me muito quando  criança porque todos o censuravam. Ou eram todAs?

Tio, porque você vai ao cabaré??
 Ele: porque vou passando e tem uma luzinha vermelha que pisca me chamando.
 Inda hoje quando vejo luz vermelha piscando é em cabaré e pecado que eu penso.

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