quarta-feira, 27 de abril de 2011

Pininha

Na galeria de personagens da minha vida ela é uma das pessoas mais importantes. Vão entender.
Se chamava Severina Felix, filha de Padrin Véi e Madrinha Véia e irmã de minha avó Mãe Ceição. Era moça velha. Ficou no caritó. Herdou de meus bisavós uma casa alí perto da Rua da Pedra - casa com um alpendrizinho, um pé de bem-me-quer mal-me-quer . Um lugar que a gente gostava de visitar. Era mais "alinhado". E tinha uns agrados.


Pininha tinha alguma fonte de rendas, casa própria e morava sozinha. Poooode? Em 1950 e lá vai pedrada. Ás vezes vendia objetos de ouro, algum tipo de sociedade com Zé Pinho outra personagem da Rua dos Dezoito. E gostava de viajar. De caminhão. Na bulé ( boléia para os mais classicos). Ia prá Teixeira onde passava tempo, lá nos Poços aquelas terras que acho que foram dos Dantas, na Guarita, suvaco de serra,  o lugar onde se escondia todo mundo que fazia alguma besteira na família: desde roubar uma moça até "dá uns furinhos num cabra". Ia também ( esta era a grande travessia!) a Campina Grande  visitar primas e outros parentes. Subir a Serra da Borborema pro lado que fosse era viajão: prá Teixeira ou prá Campina. Essa, a grande viagem. João Pessoa não estava em cogitação. Era aventura em cinemascope colorido.


Pois Pininha me queria muito bem. Me achava inteligente . Tinham a mania de. Eu acho que era porque eu era conversadeira e inxirida. A melhor recordação que guardo dela era quando eu adoecia ( tinha amigdalites tratadas com Rodicilina injetavel) Pininha comprava guaraná e bolacha Maria. Todo minino pobre do sertão viveu esta experiencia. Se teve quem comprasse. Eu tinha Pininha. E adoecer, quando ela não estava viajando, era a glória, a felicidade.


Pininha era "a coragem de ser diferente"; moça velha sem viver agarrada com um Adoremus e rezando pelos cantos de paredes e igrejas. Tinha brilho próprio. Falava naquele tom mais "grave" e meio assustado que é próprio dos da Serra. Falam como se estivessem conspirando. Pronunciava o "errrrrre" como perfeita espanhola ; isto tambem tipico da Serra. Como muitos termos de um "portugues medieval" ou um castelhano aportuguesado.


Tinha suas manias. Interessantes. Sua casa era toda pintada em azul. Tamboretes , armarios e outros itens da decoração. Panelas azúis e se não me engano, o urinol ou pinico também.
Pintava o cabelo sempre. Com umas tintas......

Mais velha ( 40 anos por certo) começou a perder cabelos e passou a usar peruca: a primeira que conheci e que acabei herdando. Perdi-a num carnaval, numa cachaça mal tomada. Acho que lá no Bar de Berta em João Pessoa. Além da peruca usava ouro na quantidade que podia. Herdei-lhe também uma medalha de folha de ouro que já passei prá Karlinha-minha-sobrinha.

Herdei-lhe acima de tudo o espirito um tanto aventureiro, a vocação e coragem prá viajar e fazer minha própria historia . Não herdei o hábito da peruca e há algum tempo "deserdei" o de pintar os cabelos. Tenho a lhe acima de tudo o estímulo que me deu com sua bondosa admiração. Com sua aposta em mim.







Pininha

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Olha só: estou com problemas com meu computador. este aipédi é ruim de digitar.Cheguei de Recife onde fui visitar minha Tia Maria Torres -irmã de meu pai. Ela esta com 87 anos e meio molinha. Conversei muito com ela. Quer dizer, contei-lhe muitas historias. De vez em quando parecia que ela acendia uma luzinha no olhar. Na volta parei em Jampa onde mora um grande pedaço do meu passado. Encontrei amigos e lembranças. Tou com umas coisas na fila prá blogar. Vai ser quando um computador adulto aparecer nesta casa. Vcs me esperam?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tia Judith

Esta foto torta ai é do casamento de Tia Judith Paca com Miguel Bento. Tia Judith tá viva e mora nos Poços, na Serra de Teixeira, lugar da familia de minha  Mãe Ceição. Acho que as terras daquele lugar pertenceram aos Dantas, de João Dantas, jornalista cujo escritorio na cidade da Parahyba foi invadido em 1930 pelos "zomi" de Zé Americo e João Pessoa e depois deu no que deu. Inda tem Dantas na serra.

No meu tempo criança não merecia nenhuma consideração. Não era nem "criança". Era minino. E quando se metia nas conversas de gente grande se dizia "inxirido". Eu era. Muito.

Tive meus motivos de orgulho quando minina. Um deles era conhecer e ser conhecida por pessoas que eu achava muito importantes. Por exemplo, Bacalhau ou Afonso Bacalhau que tocava na Bande de Musica da cidade. Quando Bacalhau passava na Banda e me piscava o olho eu, certamente, "me achava" . Ele gostava muito da gente ( era casado com uma prima de minha mãe) e a amizade durou até ele morrer. Recentemente.
Outra figura importante era Doca, o marido de Tia Maria Paca. Ou Maria de Doca. Ele trabalhava com "delivery" de água. Vendia água numa carroça. E vinha lá em cima , sentado , parecia um principe. Tão poderoso. Tinha também Piribiu, aparentado, amigo da familia e que vendia leite num burro tão alto. Zé da Agua não tinha carroça . Era um jumento com dois "barris" de água. Naquele tempo no sertão se vendia água doce ( prá beber) e a água de consumo ( banho, roupas e limpeza da casa). Seria água barrenta?

Mas a "glória" a alegria grande era ir ao mercado. Quando vinha do Rio e São Paulo onde morava, prá rever a familia no sertão , o mercado era lugar obrigatorio. Ali estava a maior concentração de parentes da cidade. Divertidos, amorosos, e "importantes". Tia Judith e Miguel Bento vendiam cereais. Ficavam os sacos espalhados (organizadamente) pelo chão e eles ora em pé, ora sentados num tamborete. Tia Judith fazia contas de cabeça. As Pacas são demais. Tambem tiveram uma bodega mas eu não me lembro.

Tio Miguel Paca era sapateiro e tinha uma barraca do lado dos "meninos de Maria de Tio Mateuzinho". Tinha a barraca das meninas de Tia Lourdes prima de minha mãe e que era de sobrenome Giróime. Vendiam variedades de coisas tipo bazar. Bastião Paca vendia redes e depois objetos de couro: selas, arreios, paramentos de vaqueiros e mil outras coisas. O cheiro da barraca de Sebastião não dá prá esquecer.

Seu Zé Mariano, vizinho da Rua do Dezoito vendia jóias e óculos. Uma vez fui com Amundsen Limeira, jornalista com quem varei muitas estradas, ao mercado e fizemos uma visita obrigatória a Zé Mariano. Amundsen se engraçou com uns óculos escuros que lembravam os de John Lennon e ficou só experimentando e se achando bonito. Zé Mariano me chamou num canto, pegou no meu braço e preocupado, sussurou no meu ouvido: " mas este daí é baitola?" minina . Inda tou rindo. E gostando do "minina".

O mercado, ai meu Deus!! Tinha o café de Dona Antonia, mãe de minha amiga, colega da Radio Espinharas, minha irmã adorada Maria Lucena. Tudo era bom lá em Dona Antonia. Principalmente o chamego que ela tinha comigo. E tem. Tá com muitos anos de vida. Quantos , Cena? Vamos tomar um café lá em sua mãe querida!!!!

Outra visita obrigatoria, esta já depois de grande e radialista ( comecei na Radio com 13 anos!!) era a lojinha de meu padrin e minha madrinha: Batista Leitão e Francisca. Vendiam enxovais de casamento e batismo, roupas intimas, a maior chiqueza. Batista anunciava num programa que tinha na rádio. O produto que eu gostava mais era "touca  prá minino de duas cabeças" - sutiã e corpete . Eram meus padrinhos de mentira e eu os adorava. Afilhadice da maior seriedade.

Eu era feliz e sabia.

domingo, 17 de abril de 2011

Juazeiro

Este caminho na foto fica ao lado da casa que foi do meu avô, na Quixaba Velha. Casa em que minha mãe nasceu. Por este caminho ela e irmãos iam prá Escola. Na sombra deste juazeiro paravam e claro, catavam juá. Com a casca do juazeiro se escovavam os dentes que ficavam branquinhos, branquinhos.Quem estava dirigindo o carro no dia desta foto era Antonio Rocha pai de Karla e Italo meus sobrinhos. A mãe deles , Leda-minha-irmã, estava dentro do carro também. 
Minha mãe já tinha morrido e fizemos uma viagem ao passado tão presente.


Minha mãe depois de crescidinha foi professora na Quixaba. Tia Maria Paca  também foi professora; tinha um amigo da familia de nome ___________ Nascimento ( o nome todo, Zaga???!!! ) todo cioso de fazer justiça que quando comentavam que algum de nós era inteligente logo logo remendava: "inteligente era Constantina! Uma grande professora. Desarnou tudo quanto era menino da Quixaba daquele tempo".


Nada sei do começo do namoro de dona Constantiona de Pedro Paca com Antonio Torres meu pai. Sei que noivaram por 8 anos. Meu avô não fazia muita fé no candidato a genro porque meu pai não era chegado na agricultura e era meio adoentado. E pobre também, claro embora este não fosse valor muito importante. Todos eram. Mas seu Antonio era meio fraco pros padrões da época e lugar.

O casal era meio que "intelectualizado". Os dois gostavam muito de ler. E sempre. 
Minha mãe lia de fotonovela ( Capricho, Sétimo Céu e Grande Hotel ) a Dostoievsky. Ambos liam , sempre, a Revista O Cruzeiro. Antes do casamento, bom , não me lembro e não me contaram.


Um dia casaram e foram morar no Dezoito. Assim era e é conhecida a Rua dos 18 do Forte em Patos, Parahyba, Brasil. Primeiro moraram em uma casa pertinho do rio. Porque a rua nascia ou morria na beira do rio. Era o meu glorioso Espinharas. Murchinho quando não chovia. Mas quando vinha com água era um gigante.

Pois meus pais depois mudaram pro numero 155 do Dezoito onde ficaram até 1958. Nascemos todos lá inclusive Bento que era filho de tia Etelvina mas foi filho também de minha mãe e de Tia Lourdes - um tanto sortudo. Hoje é meu irmão embora seja um Bilu verdadeiro. Bilu é o nome da familia de seu pai.

Meu pai trabalhava com os compadres. Primeiro com Zé João, padrinho de Leda,  vendendo frutas.Se era numa fruteira, era vendendo frutas eu imagino.  Depois com meu padrinho, João Cosme de Brito, na Chave de Ouro. Passava jogo de bicho que foi legalizado na Parahyba por João Agripino, ultimo governador eleito antes do Golpe que nos levou à Ditadura Militar em 64. 

Lembro que ( em 58??) José Américo de Almeida ( toc toc na madeira,  manda a tradição) foi candidato ao Senado pela UDN  e meu pai  votava nele. Minha mãe , não. Porque Zé Américo tinha, no passado, fechado o jogo de bicho e meu pai ficara desempregado. Ele "esqueceu". Ela não. Mas não votou escondido prá não afrontar ; ela era assim. Cuidadosa mas de opinião. 

Ser mulher de opinião  não era raro entre as paraibanas. E não me venham com aquela historia de mulher macho. Luiz Gonzaga, tentando fazer as pazes com as paraibanas, quando podia explicava que era o Estado da Parahyba que , mesmo tendo nome feminino, era macho, sim senhor.


E eu não mudo de opinião.







sábado, 16 de abril de 2011

Vila Real

"Como diz? Entrar direto na historia? Sim, entro. Mas não esqueça: eu já pedi um minutozito do seu tempo, É que uma vida demora......" Mia Couto

Vila Real do Brejo de Areia p/ Vera Amaral- 16/04/11

Final de semana aqui no Brejo de altitude da Parahyba. Bananeiras e Vila Real do Brejo de Areia. Prá verem como estamos sabidas. Eu e Vera. Ela me dando aulas de organizar blogue,  fazendo tricô e nosso amigo amigo das flores dando aulas de plantas, flores, DNA e fitogenética. E sobre "Brejos de altitude". Muuuiiiita cultura.

 Meu irmào me alerta por imeio que quando falei do nosso DNA esqueci uma das filhas de Pai Pedro. Justo a mais querida, me disse. Imperdoável. Tia Maria Paca. A mais discreta depois de Tina - nossa mãe. Tia Maria gostava de uma cachacinha. Mandava a gente ir na bodega comprar. Já velhinha ( não teve terceira idade. Teve uma velhice decentissima) era ludibriada por Terezinha-minha-prima que cuidou dela até a morte com o maior carinho. Terezinha dava Soda Limonada dizendo e convencendo minha tia de que era cachaça.

Boa parte dos Pacas, mulheres inclusive,  gostavam da cachaçamiga. Tio Miguel chegou a ter problemas com ela. Terminou os dias no AA. Logo ele que foi meu primeiro contato com a malandragem na vida. Cabaré , cachaça e carnaval. Preocupava-me muito quando  criança porque todos o censuravam. Ou eram todAs?

Tio, porque você vai ao cabaré??
 Ele: porque vou passando e tem uma luzinha vermelha que pisca me chamando.
 Inda hoje quando vejo luz vermelha piscando é em cabaré e pecado que eu penso.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

"AGREGADOS"

"Agregados" das familias antigamente faziam parte delas;só mais velha é que me toquei que Sebastião Paca era como um tio, primo , irmão mais velho que Pai Pedro tinha incluído na familia. Tia Lourdes tava lá, em nossa  casa,  desde que eu nasci. 

Quando eu adoecia ( e entrava na raia de meu pai que ocupava o lugar do "doente") de pereba, doença dos zóio ( não existia conjuntivite), gripe ou fome era Tia Lourdes que cuidava de mim. Às vezes me levava pro Logradouro, o sitio de Pedro Paca. É que, quando meu ainda não avô foi falar com meu bisa que tava interessado na menina Conceição minha futura avó, Padrinho Felix ou Padin Véio disse que não dava mão de filha prá homem sem raizes, solto no oco do mundo. 

Pedro Paca vendeu sua tropa de burros em que carregava café de Pernambuco prá Parahyba e comprou um sitio na Quixaba Velha onde nasceram quase ( ?) todos os filhos. Depois comprou o Logradouro- na minha infância, um paraíso com um riacho, piabas e melancias. Nem notava que a casa era de taipa e que o "sítio" era um sitiozinho pequenino. Mas tinha um riacho!! Maior riqueza, haveria? Era meu refugio de tratamento. Meu lugar de felicidade. 

Tinha brinquedo de sobra dando sopa: os ossinhos com os quais a gente fazia um rebanho de gado, castanhas de caju prá assar no terreiro, o próprio terreiro, lugar mágico, cheio de possibilidades. O céu com tanta estrela, os vaga lumes e um avô que, na segunda feira ia pros Patos e voltava com o burro cheio de agrados. O maior deles era biscoito desses de a gente molhar no café com leite. Molhar o biscoito era só isto. 

E éramos infinitamente ricos. A alegria quando o cardeiro do lado da casa botava um fruto escandalosa e indecentemente vermelho. E quando chovia?! O cheiro de terra molhada. E a imagem definitivamente registrada na memoria afetiva: Dorly, o vira lata da casa. Simplesmente um vira lata. Prototipo dos vira latas que amo até hoje e que protagonisou ( ele , Dorly) uma das historias mais emocionante da historia da familia. 

Que eu conto depois.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Saibam os interessados que fiquei emocionada e saudosa com o que escrevi . É que tive tres pais: o meu, Antonio (filho) de Anrrique, Pai Pedro e Pai Henrique. Mãe: bem eu tive durante 23 anos só: ConstanTina de Pedro Paca - uma mulher e tanto. Bastava ela. Quando se foi, andei ganhando, emprestando, as mães das amigas. Prá ser justa: sempre tive uma suplente da melhor qualidade. Lourdes de Pedro Paca, minha Tia Lourdes agora bem velhinha e se esquecendo do que não suporta lembrar. Mas Tia Águeda ( mãe de Maria da Gloria Gadelha), Maria da Luz ( Mãe de Zélia Pessoa), Dona Beth ( mãe de Raul Córdula) e mais outras me deram maternagem de primeira por um bom tempo. Em João Pessoa e depois, no Rio. Tive sorte.
O casal Paca teve onze filhos.Manuel, José, Inácio, Miguel, Severina ( Didia), Joaquina ( Dizinha), Etelvina, Judith, ConstanTINA minha mãe, Lourdese Iraci. De lambuja ( como soía acontecer) ainda tinha Sebastião Paca, sobrinho e agregado da familia. Aconteceu de Tia Iraci pegar um nervosismo e tendo sido recomendado casamento, Pai Pedro ajeitou e Bastião que era bestinha por ela se casou. Fome com vontade de comer. E ganhamos uns primos maravilhosos e Bastião mais Tio Inacio foram os mais divertidos e amados tios de nossas Pacas vidas. Bastião mais. Homem de muitos instrumentos: ajeitava tudo . Tronchamente, mas ajeitava. Até capava gatos. Mick , um gato amarelo que tivemos odiava Bastião. Nós , as crianças o amávamos. Toda a ternura paca estava ali escondida. Por trás de beliscões, empurrões e mil brincadeiras. Saudades Bastião. Ele também era de Santa Cruz do Capibaribe.
O casal Morais teve onze filhos:João, Manuel ( Neco , meu amado Neco que tá fazendo 90 anos!!), José, Antonio meu pai, Luiz, Francisco, Severina, Maria, Inacia, Luzia (Lê-u-lu) e Das Dores .Tivemos portanto varios tios com nomes dobrados; alguns foram uma benção em nossas vidas . E historias incontaveis teríamos só com essa turma.Não fossem os quase sessenta primos de um lado e de outro. Se alguem fizera conta vai encontrar mais de cento e vinte.
A idéia não era fazer uma arvore genealógica mas como contar histórias sem estes (estas?) personagens tão importantes?

Começando

DNA
Santa Cruz de Capibaribe- Pedro Miguel de sobrenomes Lima e Paca ( tinha um tio que caçava e inventava historias). Agricultor, tropeiro,. Gostava de contar historias engraçadas. E dramatizava.
Pe. São João do Sabugy-RN-ali nasceu Henrique Luiz de sobrenomes Romão e Morais. Agricultor . Gostava de gatos e conversava com eles.
Os dois tinham olhos azuis. Pedro Paca, orelhas grandes e olhos pequeninos. Henrique ( falavam "Anrrique" de Luiz Romão ) tinha orelhas, pés e mãos imensas. Com forte genetica.
Pedro Paca atravessou a Serra da Borborema e levou café até Patos com sua tropa. Conheceu Maria da Conceição ( Oliveira e Felix ). Henrique passou pro lado paraibano do Sabugy e conheceu Izabé - Torres e descendente de indios- rezadeira e/ou benzedeira. Isto no começo dos 1900 ou final dos 1800. Os quatro viraram dois casais e conheci-os mais tarde quando nasci;  já então meus avós. Eu gostava mais de Pedro e Henrique. Pelo humor de um e a ternura do outro. E os gatos, gente! Até hoje estão na memoria afetiva da familia. Contar historias então........


terça-feira, 12 de abril de 2011

Começando....

É o seguinte: depois de muito tempo recebdno conselhos vou começar!! Preparem-seque eu tou me preparando.